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E tudo se resume a um papel de rebuçado... >O< ...

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Tenho medo, sabes?

Tenho medo, sabes?
Não da tempestade que vai lá fora, não do vento que tudo derruba, nem da trovoada que o céu fractura. Não me assustam os uívos sinistros que orquestram esta noite agitada nem as sombras que parecem espiar-me pela janela. 
Não me incomoda o frio que sinto neste quarto gelado, nem me perturba o copo partido bem em frente à minha cama. Caiu... Não pude evitar....
Também não pude evitar o que sinto por ti...
Vieste... E contigo trouxeste a maior das tempestades, chuvas torrenciais, ventos cortantes, trovoadas rompantes...
Trouxeste até à minha cabeça os uívos de quem anseia mais e mais. Trouxeste até as sombras da incerteza e da insanidade. Trouxeste contigo o dom da felicidade mas , também, o da crueldade.Crueldade! Sim, crueldade!
A forma cruel como atacaste  meu coração e enfeitiçaste o meu pensamento. Não se faz!
Fracturaste toda a lógica... Já nem consigo pensar.
Não consigo desligar da minha cabeça os orgãos tocando funebres melodia ao meu intelecto.
Parece que tomaste toda a minha capacidade de escolher.
Pára!!!
Não pares... Gosto do alento  que me trazes. Do calor que sinto quando estás perto. Da tranquilidade e da cor esperança dos teus olhos. Gosto... Gosto...
O meu pensamento é que não. Mas qual pensamento?
Esse parece já ter fugido! Ele bem me avisou! Não quero saber...
Gosto de ti, sabes?
E sabes porque tenho medo?
tenho medo que nao sintas o mesmo...
Tenho medo que vejas o mesmo em mim que eu vejo em ti...
Invejo-te, sabes?
Mesmo não sabendo, torturas-me dia e noite.
Vem ter comigo!
Dancemos à chuva!
Não quero que esta tempestade acabe...
Quero apenas uma raio de sol.
Vem... Tracemos juntos o nosso arco-íris... 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Será que vale a pena? (01.11.2010)

Se soubesses...
Só tinha a perder,
E perdi...
Mas mesmo assim
Escolhi...
Escolhi estar contigo,
Contrariar tudo e todos...
Preferi dizer-te
O quanto te amo,
O quanto preciso de ti,
O quão importante és para mim.
Escolhi lutar...
Esperava que o fizesses também
Afinal, amas-me não é?
Acreditei em tudo o que me disseste
Juraste não mais me deixar
Prometeste não me fazer sofrer...
E agora estou assim...
Não sei se bem ou mal
Apenas com uma certeza
Adorei ter estado contigo...
E, parece, que de facto
Tinhas razão
Quando dizias que seria a primeira
E a última vez que estaria contigo
Se gostasses mesmo de mim
Agora, contrariar-me-ias dizendo:
"Não, não foi
Foi apenas a primeira de muitas."
Podia dizer-te, agora
E mais uma vez,
O quanto te amo...
Mas, de facto,
Seria perder tempo
Seria apunhalar-me
Seria matar-me.
Afinal, já não vale a pena...
Ou será que vale?

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Momento

Era tarde...
A noite ia já longa e eu precisava de descansar.
Todo o meu corpo pedia repouso, paz e tranquilidade...
Não conseguia dormir...
O colchão magoava-me a alma e os cobertores não eram capazes de me aquecer o coração.
Decidi mudar de sítio,
Procurar outro lugar onde pudesse descansar...
Ao teu lado, parecia ser uma boa escolha...
Abri a porta com todo o cuidado,
(Não seria boa ideia acordar toda a casa),
E ao fundo do quarto estavas tu,
Olhando para o tecto como quem não consegue dormir...
Estava escuro... Mas por entre a ausência de luz,
Conseguia ver e sentir a tua presença.
Estendeste-me o braço... 
Quiseste que ficasse ali contigo
E como uma criança, abraçaste-me como um peluche...
Beijaste-me e mimaste-me...
Pensava que era de vez. 
Afinal, era apenas um momento que virias a esquecer horas depois...
E como sempre lá tive de arranjar cola para colar todos os pedacinhos...
Ainda hoje continuo a colar o que resta.
Ainda hoje tento resolver o puzzle que
Pior que um enigma da antiguidade,
Me arruína a alma e me consome o ser.



sábado, 30 de abril de 2011

Uma noite à chuva...

Chovia... 
 E o frio que fazia não arrefecia o que sentia, apenas suavizava a sensação ardente que sentia dentro de mim.
 Estava ali, ao vento, com aquela simples túnica, tão simples como o que estava a sentir.
 Não parava de pensar em como tinha vontade de estar contigo, até que... 
 Me abraçaste. Forte e quente. Delicada e gentilmente.
 Senti-me bem. Muito bem. E desejei que aquele momento não acabasse nunca mas...
 Surpreendeste-me outra vez...
 O meu corpo estremeceu... Gelou e derreteu ao mesmo tempo...
Estava ali e desejava não mais "acordar"....
Desejava poder estar sempre contigo,
Tal como tinhas prometido,
E sonhava viver aquele sonho mais e mais
Queria poder dizer-te mais uma vez
Queria mostrar-te que podia ter sido diferente
Podia ter sido para ti o que sonhava que fosses para mim
E naquela noite enquanto me contrariavas 
Só pensava em como não queria que isto nos acontecesse
Em como queria que ficasses sempre ali
Como se aquela noite nunca acabasse 
Como se quisesse sonhar eternamente...
E hoje quando penso naquela noite, 
Apenas guardo aquela sensação
Aquele estremecer e o teu beijar profundo
E todas as noites ao deitar-me
Vou recordar esse pedaço de ti que está em mim
E fazê-lo arder cá dentro 
Para que de ti nunca me possa esquecer.


(A pedido de várias pessoas, decidi publicar este texto aqui porque na revista "AMANHECER" apenas consta um pequeno excerto). 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

É apenas pó...

Voltas e voltas...
Mudanças que não acabam nunca...
Esperanças que morrem,
E outras que nascem.
É uma verdadeira corrida sem fim,
Um verdadeiro carrossel que corre sem sair do sítio.
E tal como o carrossel,
Há coisas que apesar de parecerem fora de sítio,
Não mudam nunca.
Fica sempre algo,
Resta sempre um pouco de  pó da última corrida.
Pó. Apenas pó,
Porque a verdadeira terra já se foi
Já não há mais onde apoiar os pés...
Por isso, esperar...
-Esperar??
-Sim, esperar. Esperar que a poeira assente.
Quando assentar 
Já terei onde apoiar os pés, as mãos 
E, quem sabe, o corpo todo...
Já terem onde deitar-me
Já terem onde enraizar-me
-Será para a vida??
-Hum... Gostava que sim,
Porque tal como uma flor 
É quase impossível viver sem chão,
Sem apoio, sem raiz...
E disse quase porque podemos viver  sem ela
Há sempre modo de sobreviver,
Sempre modo de mudar...
Mudar de terra, mudar de chão...
Viver, viver, viver...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Promete-me que, quando te sentires triste ou inseguro ou a perder completamente a fé,  vais tentar olhar para ti mesmo, com os meus olhos.

domingo, 6 de março de 2011

Hoje apeteceu-me largar tudo...

Hoje apeteceu-me largar tudo...
Apeteceu-me dizer o que estava a sentir
(E disse...)
Apeteceu-me agarrar-te,
Apeteceu-me tudo...
Tive vontade de voltar àqueles momentos
De te poder tocar, 
De te poder sentir,
De simplesmente poder...
Não consigo esquecer,
E quanto mais o tento fazer,
Mais vontade tenho de estar contigo...
Mais vontade tenho de beijar-te, abraçar-te, mimar-te...
Mas ao mesmo tempo,
Mais vontade tenho ainda de morrer...
Cada vez mais me odeio
Por não conseguir ser verdadeira com quem mais merece...
Por desta vez não conseguir ser sincera
Como bem sabes que sempre fui...