Chovia...
E o frio que fazia não arrefecia o que sentia, apenas suavizava a sensação ardente que sentia dentro de mim.
Estava ali, ao vento, com aquela simples túnica, tão simples como o que estava a sentir.
Não parava de pensar em como tinha vontade de estar contigo, até que...
Me abraçaste. Forte e quente. Delicada e gentilmente.
Senti-me bem. Muito bem. E desejei que aquele momento não acabasse nunca mas...
Surpreendeste-me outra vez...
O meu corpo estremeceu... Gelou e derreteu ao mesmo tempo...
Estava ali e desejava não mais "acordar"....
Desejava poder estar sempre contigo,
Tal como tinhas prometido,
E sonhava viver aquele sonho mais e mais
Queria poder dizer-te mais uma vez
Queria mostrar-te que podia ter sido diferente
Podia ter sido para ti o que sonhava que fosses para mim
E naquela noite enquanto me contrariavas
Só pensava em como não queria que isto nos acontecesse
Em como queria que ficasses sempre ali
Como se aquela noite nunca acabasse
Como se quisesse sonhar eternamente...
E hoje quando penso naquela noite,
Apenas guardo aquela sensação
Aquele estremecer e o teu beijar profundo
E todas as noites ao deitar-me
Vou recordar esse pedaço de ti que está em mim
E fazê-lo arder cá dentro
Para que de ti nunca me possa esquecer.
(A pedido de várias pessoas, decidi publicar este texto aqui porque na revista "AMANHECER" apenas consta um pequeno excerto).


Escrito a pensar em alguém muito especial. =)
ResponderEliminarao menos sempre tiveste na Amanhecer, eu estou a espera do convite :P
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