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E tudo se resume a um papel de rebuçado... >O< ...

sábado, 30 de abril de 2011

Uma noite à chuva...

Chovia... 
 E o frio que fazia não arrefecia o que sentia, apenas suavizava a sensação ardente que sentia dentro de mim.
 Estava ali, ao vento, com aquela simples túnica, tão simples como o que estava a sentir.
 Não parava de pensar em como tinha vontade de estar contigo, até que... 
 Me abraçaste. Forte e quente. Delicada e gentilmente.
 Senti-me bem. Muito bem. E desejei que aquele momento não acabasse nunca mas...
 Surpreendeste-me outra vez...
 O meu corpo estremeceu... Gelou e derreteu ao mesmo tempo...
Estava ali e desejava não mais "acordar"....
Desejava poder estar sempre contigo,
Tal como tinhas prometido,
E sonhava viver aquele sonho mais e mais
Queria poder dizer-te mais uma vez
Queria mostrar-te que podia ter sido diferente
Podia ter sido para ti o que sonhava que fosses para mim
E naquela noite enquanto me contrariavas 
Só pensava em como não queria que isto nos acontecesse
Em como queria que ficasses sempre ali
Como se aquela noite nunca acabasse 
Como se quisesse sonhar eternamente...
E hoje quando penso naquela noite, 
Apenas guardo aquela sensação
Aquele estremecer e o teu beijar profundo
E todas as noites ao deitar-me
Vou recordar esse pedaço de ti que está em mim
E fazê-lo arder cá dentro 
Para que de ti nunca me possa esquecer.


(A pedido de várias pessoas, decidi publicar este texto aqui porque na revista "AMANHECER" apenas consta um pequeno excerto). 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

É apenas pó...

Voltas e voltas...
Mudanças que não acabam nunca...
Esperanças que morrem,
E outras que nascem.
É uma verdadeira corrida sem fim,
Um verdadeiro carrossel que corre sem sair do sítio.
E tal como o carrossel,
Há coisas que apesar de parecerem fora de sítio,
Não mudam nunca.
Fica sempre algo,
Resta sempre um pouco de  pó da última corrida.
Pó. Apenas pó,
Porque a verdadeira terra já se foi
Já não há mais onde apoiar os pés...
Por isso, esperar...
-Esperar??
-Sim, esperar. Esperar que a poeira assente.
Quando assentar 
Já terei onde apoiar os pés, as mãos 
E, quem sabe, o corpo todo...
Já terem onde deitar-me
Já terem onde enraizar-me
-Será para a vida??
-Hum... Gostava que sim,
Porque tal como uma flor 
É quase impossível viver sem chão,
Sem apoio, sem raiz...
E disse quase porque podemos viver  sem ela
Há sempre modo de sobreviver,
Sempre modo de mudar...
Mudar de terra, mudar de chão...
Viver, viver, viver...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Promete-me que, quando te sentires triste ou inseguro ou a perder completamente a fé,  vais tentar olhar para ti mesmo, com os meus olhos.